quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
caminhando no cal
Eu vestida pra festa, de salto preto, bolsa de mão e vestido tomara que caia andando pela rua, por trilhas..
Estou acompanhando Patrícia que vai andando à frente.
Vamos subindo por ladeiras, está anoitecendo, o ar fresco e perfumando pelas árvores e arbustos...
Vou olhado as ruas por onde seguimos e tudo transmite tranqüilidade.
Passamos por um lugar mais alto, onde entramos por uma área mais arborizada com ruas de paralepípedos; atravessamos uma pequena ponte por sobre um riacho; à direita vejo uma casinha de tijolos de porta e janela, sem reboco. A casa está com a janela aberta e eu fico olhando pra dentro dela, observando o movimento e reconheço o cigano lá dentro. Ele me vê e sorri, está sem camisa e com uma toalha jogada no ombro; ele vem me receber à porta e me convida para entrar.
Entro na casa, tudo é tão simples, passa aquele ar de apenas o necessário; na sala uma TV e vários pufes de garrafa pet que juntos se transformam num grande sofá, na cozinha uma geladeira sem porta e transbordando de gelo.
Sento no pufe que é super confortável e fico olhando aquele mundaréu de gelo, branco e fofo e fico rindo imaginando que aquilo seria um grande ar condicionado.
Sei que não posso me demorar e me despeço do cigano.
Continuo andando, seguindo Patrícia, o dia amanhece e passamos por uma planície de solo branco, com piscinas, que me lembram desalinizadores e poças de cal.
Seguimos andando e olho pros meus sapatos, que estão com as pontas brancas de pó; enfio o pé numa poça d’água encharco o sapato de água-branca.. olho para os pés de Patrícia e ela está com botas tipo sete-léguas... fico pensando em como ela é bem preparada..
Finalmente chegamos ao nosso objetivo, é um cemitério parecido com o de Santo Amaro. Paramos num boteco em frente à entrada e peço uma cerveja; não sei quem morreu, quem vai ser enterrado, mas sinto que isso não importa muito...
Voltamos ao bosque e próximo à casinha do cigano está tendo uma festa. Finalmente cheguei num lugar condizente com minha produção e é aniversário de Arlindo dos 8 baixos, tem muita gente na festa, pessoas que conheço de produções, do trabalho.
Estou com fome e vou procurar algo pra comer, um salgado, qualquer coisa... Vou pra sala onde vai haver o corte de bolo e fico olhando uma bandeja enorme com fatias gigantes de pudim... é um salão com grandes mesas cobertas por toalhas enceradas e não vejo bolo nenhum. Não como nada, fico apenas olhando o pudim.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Guerra, guerra, guerreou.. a batalha começou?
eu chegava de sopetão, ficava olhando aquele mundaréu de gente
e eu tinha que ir pra frente do batalhão,
chegava à frente do batalhão e encontrava Davi e Bruno, amigos de outros tempos..
Eles se surpreediam com a minha presença, Bruno principalmente, já que não nos falávamos mais, mas eu o abraçava e dizia que estava retornando, que tinham me mandado vir pra frente, fazia uma piada sobre ser a "baliza" do batalhão e ficava ansiosa por não saber marchar direito, mas que sabia que o primeiro movimento era com a perna direita.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
os últimos
sábado, 10 de outubro de 2009
"Animals"
Semana passada conhei com baleias, três baleias que ficavam aloprando na praia.
Depois, ursos polares;
e ontem uma casa abandonada, risco iminente de inundação, um porão que dava pra umas cavernas e nessas cavernas cachorros;
a medida que eu ia entrando mais fundo os cães iam mudando, na primeira câmara eram mais escuros e na segunda mais claros, não eram muitos, mas eram cães que ficavam presos ou viviam em cavernas sem nenhum sinal de cuidado..
Aquilo me intrigava, me deixava angustiada..
como eles conseguiam viver alí, será que estavam sendo alimentados, e se não, como ainda estavam vivos?
E ainda tinha o fato de que ia chegar essa tromba d'água e tínhamos que ficar alí, refugiados naquela casa, presos esperando que o pior não acontecesse..
Parecia que todos tinham ido embora há muito tempo daquele local..
Affe..
Que agonia
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Rastejantes
Percebo que estou sendo observada por uns moleques, um deles chega ao meu lado e me pede o colar de pérolas fajutas que estou usando; pergunto-lhe o porque dele querer "roubar" o meu colar, pego-lhe pelo braço e saímos caminhando e conversando; digo-lhe que roubar não tá com nada.. que gosto muito do meu colar sem valor e pergunto-lhe como se sentiria se eu lhe tomasse algo que só tem valor pra ele e mais ninguém...
À frente vejo duas mulheres conversando, uma delas de costas pra mim, é uma colega de trabalho..
Atrás dela, vejo um tanque de água, lindo.. com plantinhas aquáticas, peixinhos pequeninos...
um bichinho estranho, parecido com uma salamandra, preto com pintas brancas, vem se esgueirando pelas plantas na superfície da água, se aproximando do pé dessa minha colega, a mesma está com a perna dobrada para trás e com o pé apoiado na borda do tanque, o bicho salamandra-lagarto-mine-jacaré morde o tornozelo dela, vejo os dentinhos mínimos naquela minúscula boca que se abre, se cravando no tendão de aquiles dessa minha colega que parece não perceber nada...
Me aproximo para dizer-lhe que o bicho lhe mordeu e acordo antes de poder fazer isso.
domingo, 30 de agosto de 2009
Terra
A areia branca.. a sensação de liberdade, de paraíso...
Ventinho nas folhas, humidade no ar com cheiro de terra e sal...
Os bigodes estavam lá.. e tinha chegado mais um.. um frajolinha mau-humorado que tinha que ficar de quarentena do lado de fora casa até acalmarem-se todos os ânimos felinos.
Mas, de repente, chega uma pessoa que nos manda fazer as malas rápido, que temos que pegar um helicóptero e ir pra outro lugar.. vou fazendo as malas com o máximo de pressa possível, mecanicamente, e coloco minha malinha humilde, velha e carcomida junto com as outras, que são verdadeiros baús de última geração...
Quem está lá é uma colega de trabalho ( homônima a uma prima minha), ela é a dona daquelas malas incríveis, de cor cinza..
As duas saem da casa e me deixam para fechar a porta da cozinha..
mas como?
e os bigodes????!!!!
Fico louca sem saber quanto tempo vamos passar fora, como eles vão ficar sozinhos??
Abro a porta e entro correndo, procurando vasilhas pra colocar água e comida sobressalente, pra deixar alguma janela aberta o suficiente pra que eles possam sair..
e as dúvidas, e os medos..
se eles saírem eles podem se machucar, podem ser maltratados, se eles ficarem a comida e a água podem acabar e eles podem morrer de fome ou de sede..
Ouço gritos lá fora, no portão.. as duas pessoas me chamam, dizem que temos que ir, que vão perder o vôo por minha causa..
E o frajolinha? como ele vai sair do cercadinho?
As mulheres gritam, e eu corro e penso com a maior rapidez que posso...
Deixo a porta da cozinha sem passar a chave, com o basculante destravado; só assim alguém poderá entrar e tomar conta dos bichanos, assim que eu tiver me livrado dessas duas e puder pedir ajuda a alguém..
Quando chego ao portão, levo um susto as duas pessoas que gritavam por mim são bem conhecidas, minha avó e minha prima, a casa é a velha casa de Beberibe.. as duas me acusam de estar atrapalhando, de estar atrasando-as, eu digo que não podemos ir embora assim, do nada e deixar as coisas pra trás como se não existissem..
Elas continuam brigando comigo, minha avó principalmente, começa a me falar coisas que sempre me machucaram quando ela me dizia quando ainda estava viva..
De repente já estou em outro lugar, ainda penso nos bichanos mas sei que eles estão ficarão bem, estou andando por um enorme terreno, parecido com um campo de futebol sem grama.. fico analisando as diversas cores da terra, preta (cheia de matéria orgânica), barro amarelo , barro vermelho, uma linda porção de terra ferroza, cor de ferrugem gritando aos olhos...
Minha prima vem e me diz que uma conhecida me pediu um favor, pra alugar o campo do Santa Cruz e que ela depois acerta comigo..
Fico pensando o absurdo do pedido, imaginando o tanto de dinheiro que deve ser alugar aquele troço..
Continuo andando, olhando a terra e suas variações de cores e digo à minha prima que não vou fazer favor nenhum, primeiro porque não tenho como alugar aquele campo, segundo porque não confio que a tal colega vá me pagar... e num lampejo entendo o porque de tanta terra colorida, estão corrigindo o solo daquele terreno e me encho de felicidade por saber que tanta cor bonita junto só pode dar em uma bela coisa.
quinta-feira, 16 de julho de 2009
na cozinha
quarta-feira, 8 de julho de 2009
tortura loucura
apenas tínhamos andando bastante e paramos na beira de um lago meio richo meio sujo que só pra descansar e avaliar quanto tempo ainda teríamos que caminhar para chegarmos ao monte.
Ficamos lá um tempo, acho que éramos em cinco, homens e mulheres aproveitando um pouco daquela água barrenta para lavar os rostos, as camisas, beber um pouco...
Quando conseguimos descansar somos cercados por caminhões e tanques de guerra cheios de soldados..
Estamos cercados e não nos assustamos, simplesmente não havia possibilidade de fugir.
Os soldados saem dos carros e nos mandam subir num caminhão baú.. eu sei que estamos fritos, o baú de alúminio tem diminutas entradas de ar e ainda por cima entra muita fumaça por algum local que ninguém imagina.. Um dos caras traz uma bacia com um pouco d'água e fico sem entender pra que raios vai funcionar aquilo;
é quase irrespirável lá dentro mas ficamos em pontas de pés pra alcançar frestinhas onde colocamos os narizes..
Passamos algum tempo saculejando naquele baú enorme, cheio de fumaça até que paramos em algum lugar..
Ouvimos vozes do lado de fora, e percebemos que algum dos soldados vacilou em fechar a porta do caminhão..
conseguimos fugir..
Saímos correndo pra tentar nos esconder...
Assim que estou do lado de fora percebo que já estive naquele lugar..
é como se fosse uma serra, onde os viajantes param pra descansar um pouco, comer alguma coisa... tem muitos caminhões parados, estacionados e destrancados sinalizando que estao todos acostumados a fazerem paradas alí...
Enquanto corro percebo que os caras entram nos caminhões de carga pra se esconder eu não consigo encontrar um lugar bom pra me esconder e tento chegar a um bambuzal para tentar escapar..
Rapidamente sentem a nossa falta e nos cercam...
Revistam todos os caminhões e os meus companheiros correm, tentando se livrar dos soldados...
um deles atira com uma pistola de choque em um dos caras e ele cai no chão se contorcendo imobilizado..
Os soldados me vêem e saio andando tranquilamente pra que não seja espancada ou "chocada" mas não adianta..
Um dos soldados atira e aqueles ganchinhos se prendem na minha pele, eu já esperava a dor daquela joça entrando no meu corpo mas não imaginava a verdadeira sensação daquilo.. continuo olhando pro soldado e vejo que ele começa a liberar as descargas e os choques são tão fortes que começo a rir, não consigo me controlar, rio compulsivamente e o soldado aumenta cada vez mais a carga, até que caio no chão, ainda rindo e espero o momento em que finalmente posso desmaiar.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Contando um conto.
Um reggae embala o sono de um homem em algum lugar, e ela, acompanhada apenas de seus gatos, pensa no passado em em como alguns reggaes perdidos na noite também embalaram seu corpo nos braços de homens que também ficaram nesse passado.
Uma contagem regressiva anuncia a meia noite, rompendo os pensamentos dela, alguém em outro apartamento, também próximo, comemora um ano novo que começa para si.
Sozinha em seu quarto, acompanhada apenas por seus gatos, ela pensa.
Pensa no quanto se divertiu, no quanto desejou, no quanto ainda vai viver; e perdida nela mesma cria imagens de como as coisas poderiam ser. Agora.
Um reggae, uma caminhada acima ou abaixo das escadas, uma mão no interruptor, chegar de assalto, sorrir, sentar ao lado, sentir um corpo quente, um braço enlaçando sua cintura.
Um reggae, a respiração suspensa, os narizes se tocando,
ofegantes
lábios roçam um no outro, um abraço.
Um reggae, uma mão na nuca, bocas que se abrem, línguas que se tocam.
A sofreguidão de um primeiro beijo, outro reggae, o corpo dele em cima do seu, o pau duro em sua mão, o cheiro forte de homem enchendo suas narinas.
Outro reggae, risos, os gatos dormindo e ela olhando suas roupas pela porta aberta do armário, equanto pensa na impossibilidade de alguns desejos..
domingo, 21 de junho de 2009
Fogo ladeira acima, água ladeira abaixo
a cana crescendo à frente, do outro lado da rua pavimentada de pedras.
As casas com as portas fechadas, casas pequenas, com poucas janelas, casas em terreno alto, em vários níveis..
casas de antigamente, como lá na rua dos meus avós.
Vou entrando nas casas, que acredito estarem abandonadas, o cheiro de umidade, de móveis velhos trancados no escuro..
cheiro de casa de gente do interior, cheiro doce da casa da minha bisavó..
a arquitetura das casas é muito estranha, cômodos mal divididos, cozinha pequena, não tem janelas, quartos angulosos, corredores apertados e sinuosos..
Numa das casas uns móveis tão lindos, madeira escura, fico apaixonada pelo mobiliário de um dos quartos.. e pensando se eu poderia ficar com eles já que ninguém mora mais alí
Saio da casa, que acho que era pintada de azul e fico olhando a rua e o canavial em frente..
percebo que a cana está ainda muito nova.. coisa que bate na altura da cintura e fico besta quando percebo que começaram a queima da cana.
Estão queimando a cana antes do tempo e fico olhando o rastilho de fogo na terra preta..
fico olhando aquilo e vendo como parece que colocaram pólvora ou linhas de algum outro comburente entre a cana...
De repente, água..
muita água descendo a ladeira..
parecendo uma enxurrada como na minha infância eu ficava olhando de cima do casarão dos meus avós...
a água marrom, que descia dos morros, arrastando o lixo das ruas pro córrego próximo.
Mas não havia chuva..
e eu ficava olhando..
o fogo se aproximando, vermelho, contrastando com a cana ainda tão nova e verde..
a água azulada que descia pela rua, apenas água, sem trazer nada, como se limpasse apenas as pedras.
sábado, 2 de maio de 2009
Pano, papel e tesoura
sexta-feira, 3 de abril de 2009
onde está?
quarta-feira, 18 de março de 2009
terceira dimensão
sexta-feira, 6 de março de 2009
soneca
Mente tranquila..
na última soneca eu era acordada com um lindo presente,
um gatinho bebê que andava na cama, ao meu lado
que me acordava colocando as patinhas frias no meu rosto..
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
ham -hams
as cores voltaram a ser sombrias..
Estou com outra pessoa, um homem, procuramos nossa casa,
vejo as plantas, verdes na sombra,
vejo as fachadas das casas, cores esmaecidas pela noite.
Vamos andando e vejo os interiores das casas através das paredes..
Separei-me do N., estou com um novo namorado e deve ser por isso que buscamos uma casa nova...
Mesmo sendo sonho não consigo entender o porquê de ter me separado do N., sinto falta, sinto medo, sinto muito.
Já dentro de uma sala pequena, estamos presos, as grades estão fechadas, a casa tem as paredes caiadas de alguma cor que não me lembro, e eu tenho sentimentos de esperança de que o novo vai ser bom e ao mesmo tempo um ranço de incerteza e saudade preso na garganta.
Já estou em outro lugar, é tardinha, o clima está tão fresco e agradável...
Passeio ao lado de um canal, a luz é tão bonita, fico olhando a margem à frente, passando as mãos na grade, vendo a àgua escorrendo lá embaixo...
Passo por uma estrutura, uma casinha quadrada, branca de cal com grades pretas..
na parede lateral um batente com vários bichinhos, de longe penso que são gatinhos mas ao chegar perto reconheço hamisters gordinhos, de muitas cores e de vários tamanhos.
Uma mulher abre a portinha e diz que eu posso levar quantos eu quizer, que eles são muitos e que não pode ficar com todos..
Vou escolhendo meus bichinhos, saio pegando os maiores e mais gordos...
são muito rechonchudos e peludos, de várias cores..
Pego os brancos, enormes e balofos, pego marrons gigantescos, pego um rosadinho igual à pink que tive quando adolescente e saio enchendo a gaiolinha com muitos daqueles bichinhos que continuam dormindo mesmo eu fazendo muito rebuliço com eles.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Piau.
Eu ia andando e via a sujidade do meio fio, aquelas poças enegrecidas, um caldo negro e fedido que só por aqui pelo Recife a gente encontra.
Passo por uma grande caçamba de lixo e atrás dela, muitos gatinhos mortos, com olhos e bocas fechadas, estendidos no chão..
fico mal...
Continuo andando e olhando em direção ao meio fio, um gato com a boquinha arroxeada dá seu último suspiro, e eu continuo andando...
ainda mais mal...
Vejo rodas próximas ao meio fio, como rodas de bicicletas que são usadas pelos carroceiros-vendedores-de-caldo-de-cana-e-outras-coisas, vários gatinhos de aparência mais nova que os anteriores, miam, miam..
Eu com medo de que eles tenham o mesmo fim, quero leva-los todos comigo...
É impossível, só pego um, peludo e cinza, pequenino cabe na mão.
Coloco o bichano dentro da sacola que carrego nas mãos, como a sacola é de papel ele pode ficar acomodado lá com um certo conforto..
Estranho, abro a sacola e vejo o gato; fecho a sacola e tenho a imagem mental de um pinto amarelo...
Abro e fecho a sacola várias vezes, e a mesma imagem mental de um pinto amarelo dentro de uma sacola nas minhas mãos continua.
Sigo andando, vou pra algum lugar que não me lembro, mas é como seu tivesse pego um avião que parecia mais com uma sala de cinema..
E lá, eu no escuro do avião, abrindo a sacola e vendo um gato, fechando a sacola e vendo um pinto.
domingo, 25 de janeiro de 2009
inferno de meninos!
Sombras, muitas sombras, cores sombreadas.
Estou numa casa grande e sei que tem um grande quintal, uma piscina e conexão com a casa vizinha, não sei se é um grande sítio ou um condomínio.
Estou dentro do banheiro de um dos quartos e Suzana Vieira e Zé Mayer tentam consertar o chuveiro porque só sai água azul e me pedem pra ir à outra casa pedir pra fechar a água, ou abrir, sei lá...
No caminho, vejo a piscina, Calixto de terno e gravata e um cara ruivo que não conheço, meio gordinho, com cara amigável.
Chego à outra casa e encontro Glória Kalil, linda, com uma blusa branca de linho com pequenos botões de cristal, há uma senhora que fica conversando de costura conosco, eu digo que a blusa é linda, Glória diz que aquele tipo de costura é raríssimo por causa da forma com que são pregadas as pedrinhas de cristal, eu digo que só conhecia dois jeitos de se prender botões e que nunca tinha visto aquilo.
Nem lembro se pedi pra abrir ou fechar a água, mas estou de maiô preto e Calixto me chama pra ir pra piscina e diz que vai colocar a sunga.
Já estamos na piscina, eu, Calixto e o ruivo que é filho de Glória Kalil.
Chega um ônibus lotado de meninas de uns
De repente, chega outro ônibus, inesperadamente são meninos com cara e jeito de maus e eu desconfio que vá ter confusão.
Os meninos entram na piscina pelados, brigam, xingam e zombam das meninas que estão aterrorizadas.
Converso com uma das meninas, digo que não sei o que está havendo, que não era pra dois grupos estarem ali, principalmente de meninos e meninas, ela simplesmente olha pra mim, não fala nada, fica lá dentro d'água com os olhos arregalados.
Um menino loiro, rosinha e nu entram na piscina num grande pulo.
Olho pra nossa esquerda e tem um grande barranco ao lado da piscina, é de lá que ele pula.
O menino sai da piscina e vai escalando o barranco, as costas e a bunda rosa lá, subindo o barranco, num movimento mais aberto dá pra ver seu cú e eu e a menina de olhos arregalados ficamos lá paradas olhando aquele buraco rosa e pelado e ficamos rindo em pensamento.
Saio da piscina pra entender o que está acontecendo, vou me dirigindo pra perto da casa e avisto um homem de terno preto, arma e rádio, está na cara que é um segurança, mas segurança pra quê?
Entro na casa sentindo que tem alguma coisa muito estranha acontecendo, encontro o ruivo que pede um papel para escrever um recado..
Vou ao banheiro e os dois ainda estão tentando arranjar a água que continua saindo azul, olho em cima da pia e lá está o recado do ruivo, é um convite prum show que vai acontecer à noite, fico achando graça porque ele é guitarrista de uma banda.
Saio do banheiro e vou pruma sala de jantar com uma mesa grande e uma senhora sentada numa cadeira, começamos a conversar e fico sentindo que estamos todos presos ali, vou olhar por uma janela e vejo mais seguranças, um deles vem pra perto da janela onde estou..
Viro pra velhota e digo que estamos sendo ouvidos do lado de fora da casa, fico olhando pras portas, janelas e telhado, fico olhando as telhas e medindo a altura do pé direito e imaginando um plano de fuga escalando a parede, fugindo pelos telhados...
Entra na sala um senhor de farda militar e nos diz que a situação é a esperada, que estamos cercados e que não adianta de nada tentar fugir; ele parece ser nosso amigo, mas não tem como nos ajudar..
Que bando de meninos uó!
Por que cargas d’água essas pestes nos mantêm presos nessa casa?
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
... sem ...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
O pelado peruano

Estamos num bar, bar de beira de estrada, comendo alguma coisa e tomando uma cerveja.
Isso mesmo, um cão pelado peruano com tufos verdes!
e eu fico louca! e quero muito ela pra mim.
Tão gordinha, tão feiosa, ninguém no mundo poderia amá-la mais que eu.
Infernizo a vida do N pra levar o bicho pra casa e depois de muitos nãos ele concorda, mas não sabemos o que o resto da família vai achar.
Chegamos em casa, que era a minha antiga casa da Familia Sant'Ana e tomo a decisão de que só vou mostrar a danada da cadela na manhã seguinte, já era noite.
Vou lá no quartinho da bagunça e coloco a danadinha dentro de uma geladeira antiga.
Como o bicho muda de tamanho eu não faço a mínima idéia, mas como em todo bom sonho sem noção, durante à noite vou lá dar uma espiadinha pra ver se está tudo bem com minha mostrenguinha..
Abro a porta da geladeira, vejo que ainda há água e comida suficientes pro resto da noite e fico dezenas de minutos espiando aquele bichinho encolhido dentro do compartimento do congelador.
Uma fofurinha!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
07/01/2008 - o Japa encantado
Não sei seu nome, mas acordei com Damian na cabeça.
Eu morava num prédio alto e defronte dele havia uma casa enorme, com enormes quintal e jardins.
Nos conhecemos num lugar qualquer, mas numa situação que no fez apaixonar-mo-nos quase que instatâneamente; Engraçado, Ele já me conhecia de antes... de uma festa de amigos em comum... e minha única lembrança é que nessa festa eu me sentia tão solitária e estava tão bêbada que o que me resta, fora os flashes de imagens desconexas (uma paisagem vista por uma grande janela, uma mesa com bandeijas e copos 1/2 cheios espalhados, pessoas conversando), era essa solidão.
Tudo muito rápido, como devem ser os sonhos bons.
Eu estava em frente ao prédio e chega de repente uma criança, um menino, perguntando meu nome e me entregando um celular que toca, atendo o telefone e é Ele.
Ele me pede pra entrar em sua casa, a grande casa de grandes jardins, e me pede pra ir em busca de um envelope que está dentro de uma van estacionada no quintal.
Digo-lhe que é loucura, que ninguém naquela casa me conhece e que não sei como chegar ao local.
Ele me diz que a casa é de sua família, que eles não vão me impedir o acesso e que me guiará.
Entro na casa e ele vai me dizendo, por telefone, exatamente como chegar onde ele precisa.
Vou encontrando várias pessoas, todos japoneses como Ele, e ninguém se surpreende com minha chegada; é como se eles me aguardassem.
Encontro a van e o que Ele precisa (um maço grosso de dinheiro?!?), começo a sair da casa e encontro com Ele no meio do caminho, lhe entrego o dinheiro e ele me leva pra uma casinha de visitas, que é a casa dEle.
Ele me explica que aquela é a casa onde ele cresceu e que agora não quer mais ficar lá, que vai embora pra outro lugar e quer me mostrar onde ele passava a maior parte do tempo.
Era uma casinha linda, com muitas recordações de uma pessoa a quem eu queria conhecer mais e mais.
Ficamos muito tempo lá, conversando sobre nossas vidas; na verdade, eu estava ouvindo-o contar a sua vida.
Ele me mostrava suas coisas, falava de sua vida e me deu uma cópia de um texto que havia escrito quando nos conhecemos (a festa!)
O tempo passou e fomos nos despedir na frente da casa grande.
Ele me pediu pra ir com ele (pra onde?!?), e eu disse-lhe que não era tão simples, que eu tinha que ir pra minha casa, mesmo com o coração bem apertadinho.
Nos abraçamos apertado em meio a confusos cafunés e fomos cada um pro seu lado.
Fui pra casa, me encontrar com meu namorado, e não consegui falar-lhe nada por não ter nada conexo na cabeça.
Saí pra me encontrar com Ele e conversar; disse-lhe que tinha um companheiro, que não poderia abandonar tudo, assim, do nada.
Ele me diz que tudo bem, que me entende, que podemos ir os três juntos, que seremos felizes (momento Dona Flor?!?).
Fiquei sem saber que tipo de paixão era aquela, tão acima dos pequenos conceitos de exclusão.
Volto pra casa e encontro meu namorado lendo e vendo as coisas que Ele me deu. Acaba de ler o texto e me diz que tenho que conhecer melhor esse cara que me admira tento e que parece me amar tanto.
Fico sem palavras, apenas com a impressão de que estou realmente perdida e com a lembrança do toque, cheiro e textura de sua pele, e afago em seus cabelos, naquele nosso único abraço.