...sei lá onde era e de onde saímos..
apenas tínhamos andando bastante e paramos na beira de um lago meio richo meio sujo que só pra descansar e avaliar quanto tempo ainda teríamos que caminhar para chegarmos ao monte.
Ficamos lá um tempo, acho que éramos em cinco, homens e mulheres aproveitando um pouco daquela água barrenta para lavar os rostos, as camisas, beber um pouco...
Quando conseguimos descansar somos cercados por caminhões e tanques de guerra cheios de soldados..
Estamos cercados e não nos assustamos, simplesmente não havia possibilidade de fugir.
Os soldados saem dos carros e nos mandam subir num caminhão baú.. eu sei que estamos fritos, o baú de alúminio tem diminutas entradas de ar e ainda por cima entra muita fumaça por algum local que ninguém imagina.. Um dos caras traz uma bacia com um pouco d'água e fico sem entender pra que raios vai funcionar aquilo;
é quase irrespirável lá dentro mas ficamos em pontas de pés pra alcançar frestinhas onde colocamos os narizes..
Passamos algum tempo saculejando naquele baú enorme, cheio de fumaça até que paramos em algum lugar..
Ouvimos vozes do lado de fora, e percebemos que algum dos soldados vacilou em fechar a porta do caminhão..
conseguimos fugir..
Saímos correndo pra tentar nos esconder...
Assim que estou do lado de fora percebo que já estive naquele lugar..
é como se fosse uma serra, onde os viajantes param pra descansar um pouco, comer alguma coisa... tem muitos caminhões parados, estacionados e destrancados sinalizando que estao todos acostumados a fazerem paradas alí...
Enquanto corro percebo que os caras entram nos caminhões de carga pra se esconder eu não consigo encontrar um lugar bom pra me esconder e tento chegar a um bambuzal para tentar escapar..
Rapidamente sentem a nossa falta e nos cercam...
Revistam todos os caminhões e os meus companheiros correm, tentando se livrar dos soldados...
um deles atira com uma pistola de choque em um dos caras e ele cai no chão se contorcendo imobilizado..
Os soldados me vêem e saio andando tranquilamente pra que não seja espancada ou "chocada" mas não adianta..
Um dos soldados atira e aqueles ganchinhos se prendem na minha pele, eu já esperava a dor daquela joça entrando no meu corpo mas não imaginava a verdadeira sensação daquilo.. continuo olhando pro soldado e vejo que ele começa a liberar as descargas e os choques são tão fortes que começo a rir, não consigo me controlar, rio compulsivamente e o soldado aumenta cada vez mais a carga, até que caio no chão, ainda rindo e espero o momento em que finalmente posso desmaiar.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
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