sexta-feira, 26 de junho de 2009

Contando um conto.

Sozinha em seu quarto, é noite.
Um reggae embala o sono de um homem em algum lugar, e ela, acompanhada apenas de seus gatos, pensa no passado em em como alguns reggaes perdidos na noite também embalaram seu corpo nos braços de homens que também ficaram nesse passado.
Uma contagem regressiva anuncia a meia noite, rompendo os pensamentos dela, alguém em outro apartamento, também próximo, comemora um ano novo que começa para si.
Sozinha em seu quarto, acompanhada apenas por seus gatos, ela pensa.
Pensa no quanto se divertiu, no quanto desejou, no quanto ainda vai viver; e perdida nela mesma cria imagens de como as coisas poderiam ser. Agora.
Um reggae, uma caminhada acima ou abaixo das escadas, uma mão no interruptor, chegar de assalto, sorrir, sentar ao lado, sentir um corpo quente, um braço enlaçando sua cintura.
Um reggae, a respiração suspensa, os narizes se tocando,
ofegantes
lábios roçam um no outro, um abraço.
Um reggae, uma mão na nuca, bocas que se abrem, línguas que se tocam.
A sofreguidão de um primeiro beijo, outro reggae, o corpo dele em cima do seu, o pau duro em sua mão, o cheiro forte de homem enchendo suas narinas.
Outro reggae, risos, os gatos dormindo e ela olhando suas roupas pela porta aberta do armário, equanto pensa na impossibilidade de alguns desejos..

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