domingo, 25 de janeiro de 2009

inferno de meninos!

Sombras, muitas sombras, cores sombreadas.

Estou numa casa grande e sei que tem um grande quintal, uma piscina e conexão com a casa vizinha, não sei se é um grande sítio ou um condomínio.

Estou dentro do banheiro de um dos quartos e Suzana Vieira e Zé Mayer tentam consertar o chuveiro porque só sai água azul e me pedem pra ir à outra casa pedir pra fechar a água, ou abrir, sei lá...

No caminho, vejo a piscina, Calixto de terno e gravata e um cara ruivo que não conheço, meio gordinho, com cara amigável.

Chego à outra casa e encontro Glória Kalil, linda, com uma blusa branca de linho com pequenos botões de cristal, há uma senhora que fica conversando de costura conosco, eu digo que a blusa é linda, Glória diz que aquele tipo de costura é raríssimo por causa da forma com que são pregadas as pedrinhas de cristal, eu digo que só conhecia dois jeitos de se prender botões e que nunca tinha visto aquilo.

Nem lembro se pedi pra abrir ou fechar a água, mas estou de maiô preto e Calixto me chama pra ir pra piscina e diz que vai colocar a sunga.

Já estamos na piscina, eu, Calixto e o ruivo que é filho de Glória Kalil.

Chega um ônibus lotado de meninas de uns 09 a 12 anos, lindinhas. Elas saem correndo, brincando, algumas vêm pra piscina, ficamos todos brincando.

De repente, chega outro ônibus, inesperadamente são meninos com cara e jeito de maus e eu desconfio que vá ter confusão.

Os meninos entram na piscina pelados, brigam, xingam e zombam das meninas que estão aterrorizadas.

Converso com uma das meninas, digo que não sei o que está havendo, que não era pra dois grupos estarem ali, principalmente de meninos e meninas, ela simplesmente olha pra mim, não fala nada, fica lá dentro d'água com os olhos arregalados.

Um menino loiro, rosinha e nu entram na piscina num grande pulo.

Olho pra nossa esquerda e tem um grande barranco ao lado da piscina, é de lá que ele pula.

O menino sai da piscina e vai escalando o barranco, as costas e a bunda rosa lá, subindo o barranco, num movimento mais aberto dá pra ver seu cú e eu e a menina de olhos arregalados ficamos lá paradas olhando aquele buraco rosa e pelado e ficamos rindo em pensamento.

Saio da piscina pra entender o que está acontecendo, vou me dirigindo pra perto da casa e avisto um homem de terno preto, arma e rádio, está na cara que é um segurança, mas segurança pra quê?

Entro na casa sentindo que tem alguma coisa muito estranha acontecendo, encontro o ruivo que pede um papel para escrever um recado..

Vou ao banheiro e os dois ainda estão tentando arranjar a água que continua saindo azul, olho em cima da pia e lá está o recado do ruivo, é um convite prum show que vai acontecer à noite, fico achando graça porque ele é guitarrista de uma banda.

Saio do banheiro e vou pruma sala de jantar com uma mesa grande e uma senhora sentada numa cadeira, começamos a conversar e fico sentindo que estamos todos presos ali, vou olhar por uma janela e vejo mais seguranças, um deles vem pra perto da janela onde estou..

Viro pra velhota e digo que estamos sendo ouvidos do lado de fora da casa, fico olhando pras portas, janelas e telhado, fico olhando as telhas e medindo a altura do pé direito e imaginando um plano de fuga escalando a parede, fugindo pelos telhados...

Entra na sala um senhor de farda militar e nos diz que a situação é a esperada, que estamos cercados e que não adianta de nada tentar fugir; ele parece ser nosso amigo, mas não tem como nos ajudar..

Que bando de meninos uó!

Por que cargas d’água essas pestes nos mantêm presos nessa casa?

 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

... sem ...

Nesses últimos dias apenas flashes desconexos de coisas sem nexo.
maria bé num quintal com a boca cheia de casquinhas de ferida, douradas!!!
era uma pereba só, pereba dourada!!!
affe..
reencontro com marquinho numa oficina, lindo..
muito abraço, muito sorriso, muito beijo..  na bochecha que eu ultimamente eu tô moça direita até em sonho...
e fica nisso, pouca coisa com quase nada, só aquele sentimento de acordei antes do tempo.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O pelado peruano



Estamos num bar, bar de beira de estrada, comendo alguma coisa e tomando uma cerveja.
Como todo boteco que se preze, vários cachorros nos abordam à mesa pra ver se descolam algum bocado de alguma coisa.
E chega essa danada dessa cadela, uma mostrenga gordinha, pelada, com alguns tufinhos VERDES!!!
Isso mesmo, um cão pelado peruano com tufos verdes!
e eu fico louca! e quero muito ela pra mim.
Tão gordinha, tão feiosa, ninguém no mundo poderia amá-la mais que eu.
Infernizo a vida do N pra levar o bicho pra casa e depois de muitos nãos ele concorda, mas não sabemos o que o resto da família vai achar.
Chegamos em casa, que era a minha antiga casa da Familia Sant'Ana e tomo a decisão de que só vou mostrar a danada da cadela na manhã seguinte, já era noite.
Vou lá no quartinho da bagunça e coloco a danadinha dentro de uma geladeira antiga.
Como o bicho muda de tamanho eu não faço a mínima idéia, mas como em todo bom sonho sem noção, durante à noite vou lá dar uma espiadinha pra ver se está tudo bem com minha mostrenguinha..
Abro a porta da geladeira, vejo que ainda há água e comida suficientes pro resto da noite e fico dezenas de minutos espiando aquele bichinho encolhido dentro do compartimento do congelador.
Uma fofurinha!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

07/01/2008 - o Japa encantado

Eu sonhei com Ele, e com passar as mãos em seus cabelos.
Não sei seu nome, mas acordei com Damian na cabeça.
Eu morava num prédio alto e defronte dele havia uma casa enorme, com enormes quintal e jardins.
Nos conhecemos num lugar qualquer, mas numa situação que no fez apaixonar-mo-nos quase que instatâneamente; Engraçado, Ele já me conhecia de antes... de uma festa de amigos em comum... e minha única lembrança é que nessa festa eu me sentia tão solitária e estava tão bêbada que o que me resta, fora os flashes de imagens desconexas (uma paisagem vista por uma grande janela, uma mesa com bandeijas e copos 1/2 cheios espalhados, pessoas conversando), era essa solidão.
Tudo muito rápido, como devem ser os sonhos bons.
Eu estava em frente ao prédio e chega de repente uma criança, um menino, perguntando meu nome e me entregando um celular que toca, atendo o telefone e é Ele.
Ele me pede pra entrar em sua casa, a grande casa de grandes jardins, e me pede pra ir em busca de um envelope que está dentro de uma van estacionada no quintal.
Digo-lhe que é loucura, que ninguém naquela casa me conhece e que não sei como chegar ao local.
Ele me diz que a casa é de sua família, que eles não vão me impedir o acesso e que me guiará.
Entro na casa e ele vai me dizendo, por telefone, exatamente como chegar onde ele precisa.
Vou encontrando várias pessoas, todos japoneses como Ele, e ninguém se surpreende com minha chegada; é como se eles me aguardassem.
Encontro a van e o que Ele precisa (um maço grosso de dinheiro?!?), começo a sair da casa e encontro com Ele no meio do caminho, lhe entrego o dinheiro e ele me leva pra uma casinha de visitas, que é a casa dEle.
Ele me explica que aquela é a casa onde ele cresceu e que agora não quer mais ficar lá, que vai embora pra outro lugar e quer me mostrar onde ele passava a maior parte do tempo.
Era uma casinha linda, com muitas recordações de uma pessoa a quem eu queria conhecer mais e mais.
Ficamos muito tempo lá, conversando sobre nossas vidas; na verdade, eu estava ouvindo-o contar a sua vida.
Ele me mostrava suas coisas, falava de sua vida e me deu uma cópia de um texto que havia escrito quando nos conhecemos (a festa!)
O tempo passou e fomos nos despedir na frente da casa grande.
Ele me pediu pra ir com ele (pra onde?!?), e eu disse-lhe que não era tão simples, que eu tinha que ir pra minha casa, mesmo com o coração bem apertadinho.
Nos abraçamos apertado em meio a confusos cafunés e fomos cada um pro seu lado.
Fui pra casa, me encontrar com meu namorado, e não consegui falar-lhe nada por não ter nada conexo na cabeça.
Saí pra me encontrar com Ele e conversar; disse-lhe que tinha um companheiro, que não poderia abandonar tudo, assim, do nada.
Ele me diz que tudo bem, que me entende, que podemos ir os três juntos, que seremos felizes (momento Dona Flor?!?).
Fiquei sem saber que tipo de paixão era aquela, tão acima dos pequenos conceitos de exclusão.
Volto pra casa e encontro meu namorado lendo e vendo as coisas que Ele me deu. Acaba de ler o texto e me diz que tenho que conhecer melhor esse cara que me admira tento e que parece me amar tanto.
Fico sem palavras, apenas com a impressão de que estou realmente perdida e com a lembrança do toque, cheiro e textura de sua pele, e afago em seus cabelos, naquele nosso único abraço.