Eu sonhei com Ele, e com passar as mãos em seus cabelos.
Não sei seu nome, mas acordei com Damian na cabeça.
Eu morava num prédio alto e defronte dele havia uma casa enorme, com enormes quintal e jardins.
Nos conhecemos num lugar qualquer, mas numa situação que no fez apaixonar-mo-nos quase que instatâneamente; Engraçado, Ele já me conhecia de antes... de uma festa de amigos em comum... e minha única lembrança é que nessa festa eu me sentia tão solitária e estava tão bêbada que o que me resta, fora os flashes de imagens desconexas (uma paisagem vista por uma grande janela, uma mesa com bandeijas e copos 1/2 cheios espalhados, pessoas conversando), era essa solidão.
Tudo muito rápido, como devem ser os sonhos bons.
Eu estava em frente ao prédio e chega de repente uma criança, um menino, perguntando meu nome e me entregando um celular que toca, atendo o telefone e é Ele.
Ele me pede pra entrar em sua casa, a grande casa de grandes jardins, e me pede pra ir em busca de um envelope que está dentro de uma van estacionada no quintal.
Digo-lhe que é loucura, que ninguém naquela casa me conhece e que não sei como chegar ao local.
Ele me diz que a casa é de sua família, que eles não vão me impedir o acesso e que me guiará.
Entro na casa e ele vai me dizendo, por telefone, exatamente como chegar onde ele precisa.
Vou encontrando várias pessoas, todos japoneses como Ele, e ninguém se surpreende com minha chegada; é como se eles me aguardassem.
Encontro a van e o que Ele precisa (um maço grosso de dinheiro?!?), começo a sair da casa e encontro com Ele no meio do caminho, lhe entrego o dinheiro e ele me leva pra uma casinha de visitas, que é a casa dEle.
Ele me explica que aquela é a casa onde ele cresceu e que agora não quer mais ficar lá, que vai embora pra outro lugar e quer me mostrar onde ele passava a maior parte do tempo.
Era uma casinha linda, com muitas recordações de uma pessoa a quem eu queria conhecer mais e mais.
Ficamos muito tempo lá, conversando sobre nossas vidas; na verdade, eu estava ouvindo-o contar a sua vida.
Ele me mostrava suas coisas, falava de sua vida e me deu uma cópia de um texto que havia escrito quando nos conhecemos (a festa!)
O tempo passou e fomos nos despedir na frente da casa grande.
Ele me pediu pra ir com ele (pra onde?!?), e eu disse-lhe que não era tão simples, que eu tinha que ir pra minha casa, mesmo com o coração bem apertadinho.
Nos abraçamos apertado em meio a confusos cafunés e fomos cada um pro seu lado.
Fui pra casa, me encontrar com meu namorado, e não consegui falar-lhe nada por não ter nada conexo na cabeça.
Saí pra me encontrar com Ele e conversar; disse-lhe que tinha um companheiro, que não poderia abandonar tudo, assim, do nada.
Ele me diz que tudo bem, que me entende, que podemos ir os três juntos, que seremos felizes (momento Dona Flor?!?).
Fiquei sem saber que tipo de paixão era aquela, tão acima dos pequenos conceitos de exclusão.
Volto pra casa e encontro meu namorado lendo e vendo as coisas que Ele me deu. Acaba de ler o texto e me diz que tenho que conhecer melhor esse cara que me admira tento e que parece me amar tanto.
Fico sem palavras, apenas com a impressão de que estou realmente perdida e com a lembrança do toque, cheiro e textura de sua pele, e afago em seus cabelos, naquele nosso único abraço.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
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Nossa! Muito legal esses post que tu escreve..bem 'nonsense'...adorei!
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